Descrição:
Na Typographia de J. F. Sampaio, Lisboa, 1839. In-8º de VI-162-(8) págs. Encadernação moderna, meia francesa em pele mosqueada com cantos, lombada em 5 casas abertas com florões dourados e rótulo de pele vermelha com dizeres, também dourados. Nítida impressão, de bonito efeito gráfico ao gosto romântico, sobre papel sonoro, de boa qualidade e gramagem. Rúbrica de posse no frontispício.
Obra publicada anónimanente e atribuida a António Augusto Correa de Lacerda (?-1868). Publicou duas obras, incluindo a que ora se apresenta, dividida em 5 cantos. Dom Sebastião é uma fantasia histórica sobre a morte do rei em que o autor narra como o Rei D. Sebastião, após sua derrota em África, é acolhido como guerreiro desconhecido pela família de um jovem árabe que fora salvo por ele em combate. Um amigo da família, filho de um português feiticeiro exilado, é pretendente da irmã do jovem salvo pelo rei, uma cantora que se apaixona por Sebastião. O pretendente, que quer usar o poderoso prisioneiro para ascensão política, força a família a entregá-lo, mas essa resiste e pega em armas para defender o hóspede, que acaba por morrer em combate ao final do poema. A narrativa encerra com o discurso arrependido do espectro do rei e a criação da sua volta no imaginário popular.
Obra com interesse para a história do Romantismo, dado o género romance, no sentido de poema narrativo longo de matriz medieval, foi tomado como modelo para a renovação literária, e no qual se encaixa o título que ora se apresenta.
NÃO REFERIDO NAS PRINCIPAIS BIBLIOGRAFIAS CONSULTADAS
Descrição:
Na Officina de João Evangelista Garcez, Lisboa, 1808. In-8º de 83-(2) págs. Encaderrnação moderna, meia inglesa com cantos em pele, dizeres dourados na lombada. restauros no canto superior direito da obra.
Invulgar obra e de elevado interesse.
Obra publicada numa altura em que a questão do Sebastianismo veio a lume com as Invasões Francesas. O autor desta publicação anónima é Pedro José de Figueiredo (1762-1826) filho de Caetano José de Figueiredo, cirurgião da câmara da rainha D. Maria. Estudou, e depois ensinou, latim, grego, filosofia e retórica, especializando-se em filologia. Foi correspondente e corretor tipográfico na Academia das Ciências de Lisboa, da qual também fez parte como sócio efetivo. Integrou comissões literárias destinadas à revisão de livros e outros documentos para impressão. Autor da célebre «Arte da grammatica portugueza…», publicada pela Impressão Régia em 1799 produziu obra consideraável ao longo de uma dezena de títulos.
Inocêncio VI, 415 afirma ter observado apenas um exemplar que estava nas mãos do seu colega José Pedro Nunes.
Descrição:
continuação do título:
... em a qual se responde a Hieronymo Franqui, e a outros, e se trata do successo da batalha, catiueiro, e dos que nelle padeceraõ por não serem mouros, com outras cousas dignas de notar. Copiado fielmente da ediçaõ de Lisboa de 1607. Por Bento Joze de Souza Farinha.
Na offic. de Joze da Silva Nazareth, Lisboa, 1785. In-8º de (20)-275 págs. Cartonagem coeva com papel marmoreado, com rótulo de papel manuscrito na lombada. Este exemplar foi do eminente bibliófilo, intelectual e pensador português Joaquim de Carvalho (carimbos de posse. Mancha de humidade ao longo de metade superior do terço final da obra. Restauros antigos nas duas primeiras folhas. SEGUNDA EDIÇÃO.
Ávila Perez, 4917.
Azevedo Samodões, 2077.
Conde de Ameal, 1520. ( "...é sem dúvida, uma das obras mais interessantes e que mais luz jorram sobre a infeliz e trágica jornada de Alcacer-Kibir e sobre as causas que lhe deram origem ..." ).
Conde da Folgosa, 2801 (obra rara)
Inocêncio III, 270 diz-nos: "... Jernonymo de Mendonça, natural do Porto, e um dos que acompanharam a Africa elrei D. Sebastião, ficando captivo na batalha de Alcacerquibir. Depois de resgatado voltou para Portugal, onde escreveu como testemunha ocular d'aquelles sucessos a obra seguinte, que dedicou a D. Francisco de Sá e Menezes, senhor de Penaguião, em 20 de Janeiro de 1607. (D'aqui se tira a pouca verdade e fundamento com que Agostinho Rebello da Costa na sua Descripção da cidade do Porto o dá falecido em 1590). (...) A obra gosa de estimação pela sua linguagem e estylo, e parece escripta em geral com sinceridade e bom conhecimento da materia. ...".
Monteverde, 3519.
Pinto de Matos, 397.
A obra relata a jornada do autor por África, onde ele descreve suas experiências e observações sobre a fauna, a flora e a cultura dos povos africanos. O livro está dividido em três partes, com a seguinte estrutura: o Livro Primeiro, dividido em 7 capítulos, narra as "rezões que teve el Rey dom Sebastião pera passar a Berberia", a partida da armada, a batalha, e seu fim. O livro Segundo, dividido em 18 capítulos, conta o que resultou desta batalha, da repartição dos cativos, da vida destes em Marrocos, entre árabes, Judeus e "Elches". Das fugidas e dos resgates. O livro Terceiro, dividido em 15 capítulos, evoca a "Vida & morte" dos "sete moços" martirios, Francisco da Esperança, Simão de Freitas, Fernão Gines, João Frances, Domingos, Amaro, e Antonio da Silva
A Jornada D'Africa é uma obra de interesse ao entendimento da visão europeia sobre a África no século XVI em que Jerónimo de Mendonça procurou aqui contestar as afirmações de Connestagio no seu livro «Dell’Unione del regno di Portugallo alla corona de Castiglia…»
Descrição:
Na Officina Antonio Rodrigues Galhardo, 1810. In-8º de (5)-114 págs. Encadernação antiga, finais séc. XIX, inteira em skivertex violeta. Alguma acidez própria da qualidade do papel.
Bom exemplar, mesmo com duas folhas facsimiladas (p. 65 a 68). Trata-se apenas da primeira parte, tendo saido em volume autónomo, a parte segunda no mesmo ano.
EDIÇÃO ORIGINAL deste polémico escrito do igual polémico autor, em que capítulo inaugural abre com "OS SEBASTIANISTAS - reflexões críticas sobre esta ridicula seita" manisfestando o seu repúdio ao mito sebastianista, de novo extremamente activo nesta época das Invasões Francesas, e que segundo o autor no seu prefácio: 'Na História Universal da Demência Humana, ainda não apareceu, nem aparecerá um delírio semelhante'.
Inocêncio IV, 183 e 199 diz-nos “Grande e acirrada polémica provocou a aparição desta obra, publicando-se contra ella e contra o seu autor um grande número de opúsculos impugnatórios, cujos títulos poderão ver-se nos artigos João Bernardo da Rocha, Fr. José Maria de Sá, Carlos Vieira da Silva, Fr. José Leonardo da Silva, D. Francisco da Soledade, Joaquim Agostinho de Freitas, Manuel José Maria da Costa e Sá, etc. – A todas estas impugnações respondeu José Agostinho. ...".
Descrição:
DECIMO SEXTO REY DE PORTUGAL, COMPOSTO POR D. MANOEL DE MENEZES, Chronista mor do Reyno, e General da Armada Reál, &c. PRIMEIRA PARTE, Que contém os sucessos deste Reyno, e Conquistas em sua menoridade. OFFERECIDA Á MAGESTADE SEMPRE AUGUSTA DELREY D. JOAÕ V. NOSSO SENHOR.
Na Officina Ferreyriana, Lisboa, 1730. In 4º (22)-392 págs. Encadernação coeva inteira de carneira mosqueada, decorada na lombada com 5 nervos, a ouro em casas abertas com florões vegetalistas e filetes duplos, e rótulo de pele laranja também com dizeres dourados. Cantos ligeiramente amassados. Pertence manuscrito antigo de instituição extinta. Papel conservando a sonoridade original. Miolo muito limpo em excelente estado de conservação.
Embora tenha saído sob o nome de Manuel de Menezes, foi escrita por José Pereira Baião (Borba de Morais, I, p. 57).
A segunda parte da obra é rarísisma, e segundo Inocêncio, conheciam-se à época apenas três exemplares, sendo dois em mãos de particulares, tanto de que há notícia. Tal facto se deve terem sido destruídos antes se colocarem à venda, por ordem da Academia Real de História.
Autoria da obra é atribuiida por Barbosa Machado a José Pereira Bayão, mais tarde confirmada pelo bibliógrafo Inocêncio.
Trata-se de uma Crónica recheada de interessantes documentos para a história das possessões ultramarinas durante o terceiro quartel do séc. XVI assim como uma importante obra para o estudo do reinado de D. Sebastião e do Sebastianismo.
MUITO ESTIMADA, RARA E VALIOSA.
Ameal, 1746
Azevedo Samodães, 2384
Barbosa Machado, III-310
Borba de Moraes,
Inocêncio, V-96 & VIII-163
Monteverde, 4041
Pinto de Matos, 446
Sousa da Câmara, 2190
(não mencionado em Ávila Perez)
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Descrição:
Editora Atlântida, Coimbra, 1949. In-8º de XV-189-(2) págs. Brochado com os cadernos por abrir. Não fosse o ligeiro amarelecimento da lombada por acção directa da luz e os raríssimos picos de acidez marginal, o exempalr estaria perfeito.
PRIMEIRA EDIÇÃO da obra, inserida na colecção "Teatro de José Régio", de que compõe o seu terceiro volume.
Descrição:
União Gráfica, Lisboa, 1942. In-8.º de 357 págs. Brochado, preservado em papel cebola, com miolo em excelente estao de conservação.
Descrição:
Livraria Bertrand, Lisboa, s/d. In-8º de 372 págs. Br. Ilustração da capa de João Carlos. Com um bonito mapa impresso em extra-texto a verde e preto.
PRIMEIRA EDIÇÃO.
INVULGAR.
Descrição:
Livraria Bertrand, Lisboa, s/d. In-8º de 372 págs. Br. Ilustração da capa de João Carlos. Com um bonito mapa impresso em extra-texto a verde e preto.
PRIMEIRA EDIÇÃO.
INVULGAR.
Descrição:
Lisboa, 1922. In-4.º de 16 págs. Encadernação inteira em sintético. Valorizado pela dedicatória autógrafa.
INVULGAR.