Descrição:
Na Impressão Régia, Lisboa, 1812 (e 1817). In-8º de 3 vols com 285-(1) , 345-(1) e 264 págs. respectivamente. Brochados e por aparar, perservados numa folha de papel fino da época. Frontispício do 3º volume com picos de humidade.
Páginas de rosto são gravadas a buril sobre chapas de metal e têm ao centro uma linda gravura assinada D.J. Silva com as armas de Portugal ladeados por dois anjos e a divisa. COM TODOS OS CADERNOS POR ABRIR e com as margens largas por aparar, mantendo as rebarbas e as margens desencontradas. Exemplar de colecção e bibliófilo, recomendando apenas serem albergados em caixas próprias do tipo slipcase.
PRIMEIRA, RARA e única edição.
Sobre esta obra, debruçou-se Almeida Garrett no seu Bosquejo da História da Poesia e Lingua Portugueza, dizendo que " ... António Ribeiro dos Santos foi imitador e emulo de Ferreira; poucos ingenhos, poucos caracteres, poucos estylo ha tão parecidos; senão que o auctor dos coros de Castro era muito maior poeta, e o cantor do Infante D. Henrique muito melhor metrificador. Esta ode ao infante sabio, algumas outras a varios heroes portuguezes, algumas das epistolas, e especialmente os versos que lhe dictava a amisade para o seu Almeno, são de uma elegancia e pureza de linguagem rarissima em os nossos dias ...".
António Ribeiro dos Santos (1745-1818) foi um cronista português, e censor régio. Ficou ainda ligado à criação da instituição que antecedeu a Biblioteca Nacional de Portugal em 1796, pelo decreto de D. Maria I que extinguiu a Real Mesa Censória. Estudou humanidades no Brasil e direito na Universidade de Coimbra, onde se doutorou, tendo exercido o magistério entre 1779 e 1795. Membro efectivo da Academia das Ciências de Lisboa, foi também cronista da Casa de Bragança e censor régio. Homem de vasta cultura, aberto à modernidade no contexto de enciclopedismo que caracterizou a Europa das Luzes, dedicou-se aos estudos linguísticos, mas foi na historiografia que mais se salientou deixando, entre outros, inúmeros estudos sobre o povo e a literatura sacra hebraica, as origens e progressos da poesia portuguesa, a história das matemáticas, as origens e a evolução da tipografia em Portugal. (Wikipédia)
Ávila Perez, 6540 (rara).
Cândido Nazareth, 5887 (rara).
Inocêncio I, 253
Pinto de Matos, 491.
Descrição:
Na officina de Miguel Manescal da Costa, Lisboa, 1761. In-8º de 2 vols. com XVI-169-III e IV-184-XIV respectivamente. Encadernação coeva inteira de carneira, um pouco coçada nos cantos e charneira, lombada com 4 nervos, decoração vegetalista bem ao gosto da época, dourada em casas fechafas e rótulo de pele vermelha, também com dizeres dourados. Guardas coevas em papel pintado em tina manual. Papel saudável mantendo a sonoridade original. Pequena falta de pele no pé da lombada. Mancha de humidade no canto inferior direito das páginas preliminares. Duas rúbricas de posse, uma coeva no verso da folha de guarda, outra moderna, no frontispício.
PRIMEIRA EDIÇÃO, MUITO RARA, não referida nas principais bibliografias consultadas de imponentes colecções de livros antigos.
Aulo-Gélio, 3070: "primeira e bastante rara"
Esta primeira edição não vem referida em Ávila Perez (p. 689)
Inocêncio II, 196. Este bibliógrafo refere-se a esta edição da seguinte forma: " ... a primeira também em 2 volumes feita, me parece, em 1766 ..." subentende-se pela sua incerteza que não conheça esta edição ou não tenha tido acesso a um exemplar.
Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. I, p. 537.
Parnaso Lusitano (1826) t.I, xlij
Pinto de Matos (Manual Bibliographico Portuguez, 1878) p. 483: a primeira edição é rara embora menos estimada que a 2ª, por ser mais completa.